Indolência

A outrora tenra carne
Agora
Preguiçosamente apodrece
Como apodreceram aqueles sonhos
Doces delírios juvenis

Como há de apodrecer sua beleza
Delicadamente esculpida
Frágil como porcelana
Inútil como cascalho

E dentre tantos caminhos
Esses que se cruzam
Formando rugas em minha testa
Escoando pelas arestas
Essa apatia que impera

Por tanto tempo desejei não sentir
Que agora, tamanha indolência
Se torna o frágil alicerce que me sustenta
Comprimindo em meu peito antigas dores
Pra que comprimidos me ajudem a dormir

Estou em queda livre
Pela toca do coelho
Já não há a quem culpar
Pelo que reflete no espelho


Ouça Indolência

https://soundcloud.com/leal_88/indolencia

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s